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Paula Garcia Explica o Modelo de Produção adotado pela Elo Company
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Paula Garcia Explica o Modelo de Produção adotado pela Elo Company

Matéria publicada no Thunderwave em 30 de agosto de 2022

 

Paula Garcia, Head de Produção da Elo Company, explica como funciona o modelo de produção da empresa.

O mercado do audiovisual está em constante mudança, sempre se reinventando. Mapeamentos, pesquisas e novos modelos de negócios são necessários para não cair a produtividade nessa área.

Elo Company é uma empresa que merece destaque nesse quesito de renovação de mercado, sendo um bom exemplo a criação do Selo Elas, planejado após a verificação de uma necessidade desse espaço para mulheres no audiovisual. Outro ótimo exemplo é a maneira como a empresa lida com as produções originais, explicado detalhadamente por Paula Garcia, Head de Produção da Elo Company para o Thunder Wave em entrevista exclusiva.

SOBRE PAULA GARCIA

Paula Garcia é atualmente Head de Produção da Elo Company. Possui mais de 15 anos de experiência no mercado audiovisual, com produções no Brasil e Inglaterra, dentre elas: o longa Jean Charles, o média By The Grace of God, indicado ao Cinefondation no Festival de Cannes 2009 e o longa-metragem In Our Name, seu primeiro filme como produtora executiva, indicado ao prêmio de Melhor Produção no British Independent Film Awards em 2010. Em 2013 assumiu a produção executiva da Toca dos Filmes e em 2017 entrou para a equipe da Scripps Networks, coordenando os programas originais do Food Network.

COM QUAIS PROJETOS A ELO COMPANY TRABALHA?

A Elo Company realiza constamente pesquisas de mercado para saber qual assunto está em alta e com um maior potencial de vendas. Paula explica que “Essas demandas mudam constantemente, os players estão buscando uma coisa hoje, amanhã isso pode mudar. Por isso, buscamos sempre projetos fortes, originais e brasileiros.” Ela completa: “Nessas demandas do mercado sempre tem que ter brasilidade. Não estou falando de carnaval, futebol e favela, muito pelo contrário, é tudo que que não seja muito isso.”

PROJETOS FORTES, ORIGINAIS E BRASILEIROS

A cultura brasileira é sempre o diferencial pra cada obra. Paula reforça: “Precisam ser projetos brasileiros. Precisa ser um projeto que a gente só consiga produzir aqui, porque o potencial internacional vem muito do que a gente traz de nós, que é diferente, que eles vão querer assistir lá fora e entender da nossa cultura. Então estamos focando muito em coisas fora do eixo Rio-São Paulo, coisas que tragam muito da brasilidade pouco explorada, isso em termo gerais.”

Já sobre os gêneros, ela diz que procuram “Ação, está muito em alta. O Brasil ainda não é forte na ação, mas a demanda está aumentando. Ação funciona, tem público, as pessoas gostam de assistir, principalmente ação misturado a outros gêneros, como comédia”.

Outros gêneros com uma boa procura são “Comédia, fantasia e aventura. Aventura tem bastante demanda, com o público principal sendo os jovens adultos, que os streamings focam muito. É a grande faixa alvo porque é quem vai assinar o serviço e quem toma essa decisão, se ainda mora com os pais é quem vai fazer eles assinarem para ele poder assistir. Os jovens que consomem esse tipo de veículo, os mais velhos ainda estão mais focados na TV paga e na TV aberta que ainda é o principal público brasileiro.”

O MODELO DE PRODUÇÃO

A Elo Company possui um modelo organizado e diferenciado para produção. Paula explica como funciona: “Temos um departamento de desenvolvimento. Eu sou Head de produção da Elo, então eu cuido de tudo da produção dentro da empresa. Ainda no departamento temos a Marina Moretti que é produtora de desenvolvimento e um estagiário que também ajuda nessa parte, ele faz várias pesquisas e ajuda a gente nesse filtro de curadoria inicial dos projetos”

São três opções de trabalho: “Uma vez que o projeto entrou na Elo, assinamos um contrato de opção, que é quando temos o direito de comprar os direitos do projeto. Então no período de opção temos o direito de trabalhar o projeto no mercado. Trabalhamos um pouco desenvolvimento interno junto com o criador dentro da Elo e aí a gente apresenta para o mercado. Se conseguir viabilizar, se conseguimos os recursos, é quando a gente de fato exerce essa opção para ter a cessão dos direitos e o projeto ser nosso para a gente poder produzir.”

“Um outro formato também é a coprodução. Tem projetos que chegam de roteiristas que tem produtora e eles querem trabalhar a produtora deles dentro de uma produção maior, então a gente faz um projeto com coprodução. É mais difícil porque a coprodução é um casamento aí é uma vida inteira do projeto juntos, tem uma complexidade, mas não é impossível.”

“E tem também prestação de serviços, que é quando temos uma ideia nova interna e queremos fazer virar um projeto. Aí vamos atrás de um roteirista, de alguém para desenvolver essa ideia internamente e seguimos com ela pelo mercado.”

TRABALHANDO O PROJETO

Um destaque nesse modelo de produção é o auxílio que a empresa dá desde a compra até a distribuição: “Assinado o contrato de uma dessas três opções, começamos a trabalhar o projeto internamente. A cada projeto vamos analisar, dar nossas anotações, cada um com sua visão. Gostamos de trabalhar muito junto com os criadores e roteiristas trocando idéias, debatendo. Acho que isso enriquece muito os projetos. E aí vamos trabalhar a apresentação do projeto, temos uma designer e fazemos um book de apresentação, no perfil daquele projeto, com elementos gráficos e visuais, além de referências.”

“Por último fazemos um pitching. Desenvolvemos um modelo de pitching que tem sido muito bem aceito no mercado, em que a gente roteiriza nosso pitching e funciona muito bem, principalmente remotamente. Fazemos todo esse trabalho, em conjunto, nesse desenvolvimento pré venda que é essa etapa enquanto o projeto entrou na casa antes de apresentar para os players.”

COMO ENVIAR SEU PROJETO PARA A ELO COMPANY

O recebimento de projetos é um processo simples e acessível: “Somos muito abertos a receber projetos. Gostamos de receber projetos de criadores e roteiristas já renomados, de pessoas novas, de pessoas de qualquer lugar do Brasil.”

Paula detalha: “Temos um link pelo Asana, que é sistema de gerenciamento de tarefas. Disponibilizamos para as pessoas que querem manda projetos esse link, então tem que responder às perguntas e enviar os materiais obrigatórios para a gente poder receber projetos, porque senão fica muito difícil analisar faltando material, não temos como decidir sem ter o material básico necessário. O estagiário faz uma primeira análise, depois passa pela produtora de desenvolvimento e ai gente bate junto para decidir qual que vamos seguir ou não, sempre tendo em vista esse potencial dentro do mercado. Só decidimos trazer um projeto para dentro de casa se enxergarmos que conseguimos tirar do papel.”

Para finalizar, Paula garante: “Respondemos todos os projetos que a gente recebe, pode demorar, confesso que não é rápido, tem muito projeto.”

O QUE É PRECISO MANDAR PARA CADA PROJETO?

Para ajudar, ela explica detalhadamente o que cada projeto tem que ter ao envio: “Para séries a gente pede loglinesinopsedescrição dos personagens sinopse dos episódios. Não pedimos roteiro, nem do piloto dos episódios, mas a sinopse dos episódios é importante para a gente entender o fôlego que a série tem, o nível de desenvolvimento que ela já tá, o quanto a gente vai precisar entrar junto. Porque a gente já avalia também quanto tempo internamente será necessário até a gente conseguir apresentar o projeto pro player.”

“Para longa é a mesma coisa, logline, sinopse, descrição dos personagens e em vez de sinopse dos episódios, é necessário enviar o argumento. Também não é necessário roteiro, se tiver vamos ler e analisar juntos, mas pedimos apenas um argumento bem detalhado, de umas 8 ou 10 páginas”

 

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