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A Bahia na telona: ‘Na rédea curta’ faz rir e chorar falando de família e baianidade
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Matéria publicada no Metro1 em 01 de dezembro de 2022

A Bahia na telona: ‘Na rédea curta’ faz rir e chorar falando de família e baianidade

Júnior e Mainha contam mais um trecho de sua história nos cinemas, a partir desta quinta-feira (1)

Você com certeza conhece uma dupla de mãe e filho que vivem às turras, mas que não se desgrudam de tanto amor. Talvez, você leitor faça inclusive parte de uma dupla como esta e, neste caso, vai com certeza se identificar ainda mais com a história de Mainha e Júnior. Os personagens criados pelos atores baianos Sulivã Bispo e Thiago Almasy chegam agora às telonas, com a estreia de ‘Na rédea curta – o filme”, marcada para esta quinta-feira (1).

O filme, dirigido pelos cineastas baianos, Ary Rosa e Glenda Nicácio, de Café com Canela (2017), expande o universo criado ainda em 2018 como uma websérie e que também já fez sucesso no teatro. Agora, nos cinemas, é possível acompanhar a história de um personagem que ainda não tinha aparecido para os fãs da história: o pai de Júnior.
Em entrevista ao Metro1, a diretora Glenda Nicácio e o ator Thiago Almasy contaram sobre o processo do filme desde a sua concepção até o momento de ver tudo pronto na telona. Com a plateia lotada de amigos e familiares da equipe, o filme fez sua pré-estreia no Cine Meta Glauber Rocha na última terça-feira (29). Do encontro com o público, vieram as primeiras reações sobre o filme. “Eu rí, chorei, e chorei de rir”, disse uma convidada à diretora Glenda Nicácio, que elegeu a frase para expressar o espírito do longa.
Em ‘Na rédea curta – o filme”, Júnior, criado apenas pela mãe, terá que descobrir como ser pai após saber da gravidez de sua namorada. Aos 20 anos, ele começa a recordar a infância sem a presença paterna e sente a necessidade de ir atrás dessa figura para tentar recuperar o tempo perdido. Mainha, superprotetora, se vê sem saída e decide acompanhar o filho em uma viagem para Cachoeira, no Recôncavo da Bahia. De volta onde o romance do passado começou, Mainha terá que lidar não somente com as inquietudes e frustrações de Júnior, mas com diversas pessoas que vão reaparecer pelas ruas do Recôncavo.
A ideia do roteiro começou com o argumento criado pelo diretor Ary Rosa, que deu o pontapé para o roteiro assinado a muitas mãos. “Desde que fomos para o teatro, eu brincava com o Sulivã de que aquilo ia virar filme. O Ary chegou com um argumento que já era meio o que tínhamos desenhado na nossa cabeça. Já era um sonho nosso”, explica Thiago Almasy, intérprete de Júnior.
Convite aceito, o processo de roteiro contou com uma imersão de uma semana em Cachoeira, de onde são os diretores e onde boa parte do filme se passa. Juntos, diretores e protagonistas fizeram parte de uma equipe de roteiro que criou a história para mostrar personagens que, apesar de sempre citados, nunca haviam aparecido na história. Além do pai de Júnior, o público também vai conhecer a sempre citada Cinthia. “Já eram personagens que a galera cobrava da gente que aparecesse”, conta o ator.
Por trás das câmeras, Glenda Nicácio conta das experiência de trabalhar com uma história que já tinha um universo construído. “Eram personagens que já eram muito amados, um projeto que, pela primeira, vez não tinha começado do zero com a gente, mas percebemos que falávamos de coisas muito afins, da nossa Bahia, dos nossos territórios, da periferia, fala de temas que precisávamos falar”, explica a diretora.

 

Para toda família

A ideia de mostrar no filme a busca de Júnior pelo reencontro com o pai não passa apenas pela necessidade de matar a curiosidade do público sobre o personagem. É através deste tema que o filme coloca como protagonista uma família negra, trata das famílias matriarcais, da maternidade solo, dentre tantos outros temas importantes.
“Ver o ‘Na Rédea Curta’ nas telas de cinema é exaltar a potência da periferia, da negritude e a força das nossas verdadeiras histórias. Falar de humor negro na telona, uma comédia que conta nossa história e fala bem da gente, sem depreciar a nossa imagem. Nós exaltamos a mulher negra, a mãe preta, com humor leve, de cotidiano, com referências de sitcom, de teatro e mesclando essas fontes”, afirma Sulivã Bispo.  “E uma alegria poder voltar ao cinema, com a família toda, em um filme que apesar de ser completamente baiano é universal, não é de nicho. Fala de um tema universal, dando um outro olhar para a família negra”, completa Almasy.
O desejo da equipe era falar de temas importantes sem, no entanto, perder a leveza. O objetivo, eles acreditam, foi alcançado. “É uma obra que tem quase vida própria. Para além da comédia, é um filme que toca em assuntos espinhos, mas não traz dor”, acredita Almasy. “O humor é  potente. Poder voltar pra sala de cinema nesse momento, depois de tudo que vivemos com pandemia e todo o contexto político, para dar risada junto é maravilhoso. E mesmo assim, sem rir de ninguém, ridicularizar, um humor que também emociona”, acredita a diretora.
Agora, com o filme no cinema à espera do público, a expectativa é que o universo de Júnior e Mainha se expanda ainda mais. “Que o filme faça uma trajetória de sucesso como outros produtos baianos que depois do cinema viraram série, ganharam continuações”, diz Almasy, citando exemplos de sucesso como Ó Paí Ó e Cine Holliúdy.
Com a Bahia de novo nas telonas, o filme – que começou a ser construído ainda em 2018, com a elaboração do roteiro, e enfrentou uma pausa de um ano e meio nas gravações, entre 2020 e 2021 por conta da pandemia – agora tem um novo desafio: levar o público ao cinema nos primeiros dias de exibição. “É um movimento que ajuda o cinema nacional, principalmente o independente, a concorrer com títulos de peso em cartaz”, explica Almasy ao convidar os espectadores. 

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